
Written by Olav Aalberg, e-mail: badiu @ start.no

These pictures were taken on a visit in April 2002, when Olav Aalberg visited Kodé di Dona with another master, Paulino Vieira (in the middle). We spent a nice time with Kodé, listening to him playing and explaining his way of making music.
Kodé´s music has been played by
a lot of artists and bands. One of the first, were the famous Bulimundo and
later, Finaçon. “Fomi 47”, Kodé di Dona´s perhaps most famous compostion. never
had a title before Zeca di Nha Reinalda recorded it.
The song tells about the "voluntary" contract labour on the islands São Tomé and
Principe. Many Capeverdeans went, fewer came back, and those who did were
sometimes poorer than before they went, so they had to sign up again. Cesaria
Evora´s interpretation of another classic, Sodade (made by Sr. Zeferino of S.
Nicolau, not Amándio Cabral and Luís Morais, as stated on her CD.), tells about
the same experiences.
But why 1947? The text says 1959, even in Zeca´s version.
Kodé told me; Well, I was too young to have put that
year on the song, which tells of what happened to me, in 1959..”.
Anyway, the 1940´s were a decade of almost continuous drought, killing a fifth
of the population.
Kodé di Dona, or Gregório Vaz, which is his real name, was
born i 1940, in São Domingos, a village south of Assomada. He is a small, thin
man. When meeting him for the first time, he appears a little shy.
Kodé means the youngest child. Kodé´s father died early. His mother got one more
child with an other man, but the name Kodé stayed, because he was his father´s
"kodé". He is now on state pension, spending his time composing music and
occationally performing on parties or concerts, like on the photo below, from
5al da Música, a cafe-cum-stage in Praia, near the high school, "Liceu" and the
American embassy.

From left: Nene Moreno, Kodé di Dona, and Sema Lopi
Kodé offers us a taste of his grogo, but does not take any
himself.
-It is important to drink a little, he says, - to relax the voice. Singing
funana requires a high pitched, "strained" voice.
- But, if one drinks too much, it will only be distorted music. He has made a
song called Mi môkeru, or I am a drunkard. Another is simply called "grogo".
Some of his younger children (he has 12!) comes into the room, bringing his gaita and the always accompanying ferro ( a metal rod, scraped with a spoon or knife, to keep the rythm). He thinks it should be smooth, taking side in the discussion whether a ferro should be rifled or smooth to give the best sound. He starts playing, and I sit back, watching Paulino intensely consentrated, listening. As the music goes on, we all heat up. Joining the music, we clap hands and dance in front of Kodé, Master of gaita!
Use, and abuse
Among today´s artists, we find the famous
Tito Paris, whose album “Guilhermina”, and Simentera´s album Barro e voz, which
both contain Kodé ´s “Febri di funana” – without asking for the composer´s
consent for using it. Albertinho, vocalist in Grupo Serenata, likewise sang “Mi mokeru”
on his solo album. This use, or abuse of other artists´ work without
compensation is a problem in Cape Verde. Recently, there has been a certain
degree of debate, and even conferences on the issue, but nothing has yet
been done to secure the rights of the artists.
Kodé claims that he only sings his own songs, but on his CDs, he also performs his children´s compostions. The general view among the older generation of gaita masters, is that they prefer to sing their own work, especially when recording.
| "Fómi -47" (Sult -47) (Norwegian) | (English) |
| Det var i -59 da det ikke kom regn fortvilet over livet skrev jeg kontrakt for å dra til São Tomé
Jeg dro til Praia med Santa Maria Jeg dro til torget Jeg så skipet Ana Mafalda Jeg pakket mine ting (Tekst/melodi: Kodé di Dona) oversatt av C. F. Aalberg |
Underneath, you will find interviews by other journalists with him. They are not, however, always accurate, so I have corrected them, wherever I have discovered some errors.
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Codé di Dona |
Globe Music |
1997 |
1.
Pé di pedra |
|
Djan-Bai |
Globe Music |
2001 |
1.
Costa sô Seta |
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Cap Vert |
Ocora Radio France (1996) |
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1. Titina Lopi bu ka ten kabelu 2. Mi môkeru nka pôde ku el 3. N ta bal d´Agusta 4. Valza Braz du Puldina 5. Santu Antóniu di Belem 6. Fómi 47 7. Nha Rufan Barela 8. Minina kus´e k´n fase-u 9. Sôdadi San Fransisku 10. Bala Branka 11. Amizadi la korason 12. Mi n´ta rabola 13. Pretinha Lopi 14. Seis anus na Tarrafal 15. E sima pomba ku mama 16. Tra-l pe di labada nôbu |
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Cap Vert Un archipel de musiques |
Ocora Radio France |
1999 |
CD 1 Sotavento: Song 2. Ma n´ka ta ba rubêra ki ten agu txêu |
|
Fidjus di Funana Pilan Catuta |
|
2000 |
Song 1: Praia Maria é Bunita |
Kodé, o
patriarca -Entrevista com Kodé di Dona
(do jornal "Expresso")
Kodé di Dona, o «Mais Velho»: a lida da terra e a roda da vida inspiram os temas com que faz dançar os outros
NASCEU a poucos quilómetros da Cidade da Praia, na ilha de Santiago. Nesse tempo, ainda os portugueses não usavam os Dez de Junho para arvorar fantasmas de mortos em terras longínquas ou gritar canções em que Angola era nossa. Nas ilhas, a década de 40 seria uma das mais fustigadas pelo flagelo das secas engendrando fomes imensas, com os mais fracos a morrer pelos caminhos, na retirada para as cidades. Gregório era o «codé», o menino mais novo de sua avó (errata: de seu pai, e, tambem, o unico filho dele!), daí o nominho de Kodé di Dona. Uma vida de trabalho interdito pelas estiagens, sempre aguardando melhor dia. Agora veio a Portugal pela segunda vez, para um recital no Institut Franco-Portugais, integrado numa semana sobre Cabo Verde e a sua cultura, com mesas-redondas, exposições, cinema e livros. Em tempos foi «codé», hoje é o patriarca do funaná rural. A paixão pela música, vai ele contá-la como foi.
EXPRESSO - Você é o «codé». Da Dona, mas esta dona é sua mãe ou sua avó?
KODÉ DI DONA - É minha avó (Kodé explicou Olav Aalberg que isto não e assim , ele e kodé de seu pai, que morre cedo, e a mae tinha mais um filho depois(?)), mãe de pai. Fui criado por ela, eu era o menininho mais novo que estava lá em casa, de todos os netos. Minha mãe morreu eu era pequininote. E do meu pai não me lembro, não viveu na casa, foi embora a minha mãe estava grávida.
EXP. - E a avó deixava-o tocar a música «do diabo»?
K.D. - Ela já tinha morrido quando eu toquei.
EXP. - Então o Kodé já era independente, nessa altura.
K.D. - Sim, era. Era um homem «particular».
EXP. - Mas há uma contradição: por um lado o povo gosta de funaná, por outro há as proibições. Como reagiam as pessoas diante da recusa dos poderosos?
K.D. - Quando havia festa, as pessoas dançavam. E os catequistas iam dizer ao padre, fazer queixa da gente... A gente não se importava, mas uma vez o cabo-chefe veio buscar e levou-me a tribunal, por tocar concertina em festa de funaná.
EXP. - Como é que nasce em si a vontade de tocar?
K.D. - Foi nas danças, nas funções. Ouvia os tocadores e gostava. Achei que havia de tocar um dia. Então havia uma mulher cujo filho tinha vindo de S. Tomé, tinha estado lá como contratado. Ele trouxe uma gaita \[acordeão que estava lá para a casa da mulher. Era uma riqueza.
EXP. - Uma gaita custa dinheiro. O Kodé trabalhava muito e ganhava pouco...
K.D. - Eu gostava muito e não tinha dinheiro para comprar. Guardei muito e troquei a gaita da mulher por um tambor de milho: vinte e duas quartas de milho. Um dinheiro de sementeiras de milho!
EXP. - Nessa altura tinha 19 anos. Como aprendeu a tocar?
K.D. - Aprendi só. Sentava-me à noitinha à porta de casa e descobria o som da gaita e aprendi assim.
EXP. - Mas há quem diga que o ensinou nhu Anton Barretu (Antão Barreto), que vivia em Achada Ponta.
K.D. - Não senhor. O que aprendi dele foi ver tocar, estar com atenção quando ele tocava em festa de funaná. Nessa altura não tinha gaita de minha pertença e pedia emprestado para ver como era.
EXP. - Trabalhava no campo, como todos os outros.
K.D. - Trabalhava terra de proprietário. Eu tinha muito trabalho e ele tinha muita terra. A terra era boa, naquela altura. Mas quando que divide com morgado, fica pouco, já não dá. E tinha que ir muito longe.
EXP. - Onde é que viviam esses morgados?
K.D. - Na Senhora da Luz, e na Praia. Era nhô Chiquinho Costa, primeiro. Depois nhô Oliveira, de Portugal. Eu não o conheci em Cabo Verde, ele tornou a Portugal.
EXP. - E as vossas festas eram só com funaná?
K.D. - Funaná e batuque. Nas festas de casamento e de baptizado. E fins-de-semana, sábados, na função.
EXP. - Que funções?
K.D. - As festas de Santiago, do Divino Senhor, de São Domingos, de Salvador do Mundo, Santa Catarina. Tudo festa religiosa.
EXP. - Havia muitos tocadores?
K.D. - Havia sim. Eu até tocava com outras pessoas, ainda não tinha nenhum filho. Mas de cada vez era só dois.
EXP. - O ferro e a gaita...
K.D. - Gaita e ferro! Numa festa tocava um par de cada vez.
EXP. - E nos dias da função de santo, tocavam nos terreiros, nos adros das igrejas?
K.D. - Não, nunca. Naquele tempo era proibido, era mesmo o senhor padre que se zangava. Se numa festa de casamento ele sabia que tinha havido bailo, era castigo não casar naquele dia, sim. Mas as festas havia sempre. Começava na tarde de sábado e ia sempre sempre, mesmo depois de café de manhã, sem parar até às oito horas da noite. Sem dormir. Aí tinha de descansar porque o mundo trabalha na segunda-feira.
EXP. - O Kodé toca, canta, e são canções de sua invenção. Como é que as faz?
K.D. - Da história da vida. Estou lembrar de uma coisa antiga, ou de uma coisa que se passa agora, faço a cantiga. Depois é só tocar e agradar o povo. Ele gosta. Fala de amor, de namoro, fala da fome, das brincadeira, de pessoas da terra, da saudade, do grogue. Saúde, alegria. Canções de tristeza também...
EXP. - De quais é que gosta mais?
K.D. - Gosto de tudo. Às vezes tenho de ir mais lento, às vezes mais aproximado, rápido. O lento é mais compositado para dançar, para aquecer par. Mais rápido é para gente nova, passo mexido.
EXP. - O Kodé, aos 19 anos ainda não era casado?
K.D. - Não, tê então. Até agora. Nunca fui casado. Mas não tinha mulher nem filhos. Tinha namoradas. Muito. Muito.
EXP. - Um tocador tem muitas namoradas...
K.D. - É. Tinha menininas de caras bonitas, de saias pretas e blusas brancas, cabelo frisado! E também tinha as de caras más, estava tudo.
EXP. - Agora há menos festas, é tudo com discos, não é?
K.D. - Pois, é só com disco. Já não pede muito a gente. Mas tem o Governo e entidades. E a gente nova está outra vez a gostar de funaná.
EXP. - É funaná mais eléctrico, com outros instrumentos.
K.D. - Verdade. Agora já há clarinete, caixa... Eu também uso guitarra e tambor no último disco. O primeiro é só gaita e ferro. São dois sons diferentes, mas é tudo festa, tudo funaná.
EXP. - Aqui, no IFP, foi mais difícil tocar, com aquele povo todo sentado, sem dançar, dando só palmas no fim.
K.D. - Foi. No terreiro é muito mais bom. Ninguém está a olhar, todo o mundo dança; quanto mais toca, mais aquece.
Dos seis filhos, muito ligados à terra, três dão-se à música. O Zézito está na casa dos vinte e acompanha o pai. É o imprescindível homem do ferro, perfaz o duo. E deita olhares atentos ao futuro.
EXP. - A dançar, a ouvir o pai... como entrou no funaná?
ZÉZITO VAZ - De pequenino que ouvia o pai a tocar e havia o homem do ferrinho. Daí a algum tempo comecei a acompanhar ao ferrinho. Também gostava muito de tocar acordeão, tinha uns 15 anos. Hoje já toco em festas com gaita e componho coisas minhas.
EXP. - Como é que um jovem de 22 anos olha para o funaná, coisa antiga?
Z.V. - Eu gosto muito. É a minha cultura, desde que nasci. E quero dar o meu contributo para não desaparecer. É tão importante como um bom prato de cachupa, faz parte da gente.
EXP. - Qual é a situação do funaná, hoje, em Cabo Verde?
Z.V. - Toda a gente nova só quer o funaná. Já roubou o primeiro lugar à morna e à coladeira: o eléctrico, que é o que eu toco em muitos lugares: eu na gaita, um irmão toca ferro, uns amigos viola e bateria.
EXP. - E assim o funaná não é bem diferente do trabalho que fazes com o pai, com o som original?
Z.V. - Claro que é, mas a minha geração gosta mais, é mais moderno e tem mais ritmo, agarra melhor as pessoas. A moda antiga é mais sentimental. Gosto de tocar tudo.
A.L.N.
Histoire d'un accordéon
J'ai lu avec attention l'article que vous consacrez à l'accordéoniste Capverdien Kodé di Dona dans votre journal d'avril/mai/juin 97.
Dans cet interview Jean-Yves Loude,
son guide lyonnais
et européen » fait état de l'accordéon Maugein de ce musicien, accordéon que
l'on voit sur une photo illustrant cet article. Sur l'histoire de cet accordéon
plusieurs inexactitudes.
Ainsi, pour ce qui est de sa livraison à Kodé di Dona, c'est moi-même qui ait
effectué le voyage et lui ai remis le bijou lors d'une petite cérémonie intime
que nous avons filmé et fêté au grogue de sa production.
C'est à la suite de ce voyage que j'ai écrit un petit article devant
paraître dans Trad'Magazine de décembre 94, article resté au marbre faute de
place.
Je me permets donc de l'envoyer tel qu'il fut rédigé à
l'époque. Pour être tout-à-fait complet, j'ai été à l'origine avec Romain
Louvet (directeur du CCF de Praïa) et Jean-Luc Larguier (du Jardin des Poiriers)
de la première venue en France de Kodé di Dona, dans le cadre de l'inauguration
de l'auditorium Stravinsky à Montreux, le 28 mai 1993, création qui rassemblait
aussi Augusto da Pina, le groupe Pai e filhos, Mino de Mama et... Cesaria
Evora.
Et c'est grâce à Catherine Michel, attachée de presse au Festival de Tulle et
Richard Galliano que s'est organisé le retour de Kodé di Dona en France une
seconde fois. Lors du voyage suisse de Kodé di Dona, j'ai fait déposer à la
Société des droits d'auteurs nationale des morceaux qu'il interprétait, dont
nous avons choisi les titres ensemble.
Maigre protection d'un patrimoine quelquefois plagié
par des musiciens plus contemporains.
F. T.
En septembre 1993, Kodé di Dona et son fils font le voyage jusqu'au festival
"Nuits de Nacre" de Tulle, alors dirigé par Richard Galliano. Kodé di
Dona n'est pas n'importe qui. Il est une des pères de cette funana
cap-verdienne, qui raconte en filigrane l'histoire de l'esclavage et du
commerce triangulaire qui un temps prit le Cap Vert comme comptoir. Son métier,
garde-forestier de ces hectares de petits pins américains plantés dans des
cratères de cailloux qu'il faut protéger des chèvres. Son
décor : un paysage basaltique lunaire. Grégorio Vaz dit
"Kodé di Dona", 54 ans, habite une petite maison de pierre d'une
frugalité abrupte. Seules touches de couleurs intérieures, des fleurs en
plastique, les seules que permet cet univers aride et sec. Rentré pieds-nus de
son travail par des sentiers de poussière rouge, Kodé di Dona à la tombée du
jour joue de l'accordéon. À côté de lui, raclant d'un couteau son
"reco-reco" (une armature metallique de clôture), José Ferreira Vaz,
dit "Zezito", 18 ans, l'accompagne. Entre deux pincées de tabac à
priser, Kodé di Dona, le regard absent, interprète des morceaux d'une rude beauté,
forts comme le grogue (alcool de canne) de sa fabrication, dont il gratifie le
visiteur. Des morceaux qui chantent l'amour, l'exil, l'attente. Natif de San
Nicolau, c'est sous l'influence du musicien Atao Barreto, qu'il s'est converti
à l'intrument. Par la suite, il s'est mis à composer, tant qu'à l'heure
actuelle des dizaines de "classiques" circulent à travers le pays,
lui-même facilitant les "emprunts", dans la mesure où il ne lui est
jamais venu l'idée d'attribuer un titre aux fruits de son inspiration. Pour le
moins, l'étude des filiations musicales de l'archipel, prouve bien qu'il est
l'un des protagonistes essentiels de cette funana de l'île de Santiago sur
laquelle les groupes modernes ont bâti leur travail de rénovation, à l'instar
du défunt Katchass, musicien-clé des années soixante-dix, leader de
l'emblématique groupe Bulimundo, qui lui-même donnera naissance à Finaçon, par
le biais des frères Zéca et Nha Reinalda. L'accordéon avec lequel Kodé di Dona
fait le voyage est un Honher diatonique à huit basses, dont certaines basses
usagées ont été remplacées par des morceaux de pellicule photo ou d'intérieurs
de réveil. Un accordéon au Cap-Vert coûte une fortune. Beaucoup datent de
l'époque des baleiniers de Boston, qui venaient enrôler des équipages du côté
de Fogo ou Brava. À Tulle, Kodé di Dona arrive au paradis de l'accordéon. Il en
découvre des dizaines, et autant d'instrumentistes. Bien plus, on lui fait
visiter l'usine Maugein, où en catimini, décision est prise de lui offrir un
nouvel instrument. Ayant repéré les caractéristiques de
son accordéon on lui fait essayer des instruments dans la salle d'exposition de
l'usine. Son fils et un interprète brésilien (Kodé parle en Créole)
traduisent de la manière la plus fidèle possible ses sentiments de réserve ou
de félicité. Et l'on obtient la configuration de l'accordéon de rêve. Reste à
trouver l'argent. Le patron de l'usine Maugein s'engage à vendre l'instrument à
prix de fabrication : c'est une première participation de plusieurs milliers de
francs. La ville, le festival (c'est la première fois qu'une telle initiative
est prise) suivront le mouvement. Tant et si bien qu'au début du printemps,
l'accordéon ne demande plus qu'à être livré. C'est un
journaliste qui l'emporte avec lui lors d'un reportage au Cap-Vert. Le 27 juin
94, l'accordéon Maugein est offert solennellement à Kodé di Dona dans sa petite
maison. L'événement est filmé pour la télévision cap-verdienne. Dès qu'il se met à jouer de l'instrument, les yeux de Kodé di Dona
racontent : il apprécie soudain ce qui lui arrive. On lui avait bien parlé à
Tulle d'un accordéon qui lui serait offert, mais pour quelqu'un qui gagne un
salaire de quelques dizaines de francs par mois, la chose est assez
énigmatique. Et là, il sent le bijou sous ses doigts, ajusté à son jeu, à son
style, comme si depuis des années ils étaient inséparables ! Fraternité autour d'un accordéon : une belle histoire rendue
possible par une chaîne de générosité. Kodé di Dona nous a demandé d'être les
avocats de sa gratitude auprès de tous ceux qui à des degrés divers
participèrent à l'aventure : René Lachèze (établissements Maugein), l'équipe du
Centre Corrèzien de Développement Culturel, la Ville de Tulle, Elina Milhau
(France Culture), Catherine Michel (Attachée de presse), Jean-Luc et Chantal
Larguier (qui invitèrent Kodé di Dona pour son premier concert à l'étranger à
Montreux, Suisse), Romain Louvet. Et à la santé de tous il a levé un verre de
son grogue fatal, avant d'offrir un récital aux enfants, cochons noirs et amis
venus de loin, devant les marches de sa maison.
Franck Tenaille: http://www.cmtra.org/entretiens/archivelettres/lettre28/Tenaille.html
Le Funana des Badiu : Kodé di Dona
L'Accordéoniste du Cap-Vert KODÉ DI DONA sera présent cet été en Beaujolais : L'occasion d'une rencontre avec son guide lyonnais et européen, l'écrivain Jean-Yves Loude.
CMTRA : Jean-Yves Loude, racontez-nous comment un accordéon diatonique
"Maugein Frères à Tulle" s'est retrouvé dans l'une des îles perdues
de l'Atlantique.
Jean-Yves Loude : Kodé di Dona est venu en France en 1994 aux "Nuits de
Nacre" à Tulle. L'anecdote est belle: Quand il est arrivé à Tulle, Kodé di
Dona s'est produit avec un accordéon diatonique tout rafistolé, avec des
touches à moitié enfoncées... mais sa musique a énormément plu aux gens, il a
fait un tabac ; personne n'avait entendu le "Funana" : il a beaucoup
ému. On lui a fait visiter l'usine Maugein Frères. Il y avait là une
productrice de France Culture, qui s'était mis en tête de lui offrir un
accordéon, de créer une chaîne d'amitié, de solidarité : Ainsi pendant toute la
visite de Kodé di Dona à l'usine, des ingénieurs prenaient des notes en douce. Ils l'ont fait jouer avec des accordéons pour qu'il explique où il
posait les doigts, quelles étaient ses techniques... Ils notaient tout pour lui
faire un instrument sur mesure. La firme Maugein a donc
réalisé l'accordéon et quand il a été prêt et payé, la productrice de France
Culture est allée le porter à Kodé di Dona sur l'île de Santiago. Je pense que
l'histoire est assez belle ! Cependant, il garde aussi
son vieil accordéon. Il a commencé à jouer de l'accordéon
vers 17-18 ans. Son premier accordéon, il le tient d'une femme qui était
rentrée de São Tomé. Elle avait immigré dans les plantations cacaoyères à cause
de la famine et elle revenait avec un tout petit peu de biens... et un
accordéon. Kodé di Dona l'a échangé, dit-il, contre un fût de maïs. À l'époque,
dans les années 40, un fût de maïs représentait beaucoup d'argent, à cause de
la sécheresse.
CMTRA : Pouvez-vous situer le Cap-Vert ? Que représente la diaspora
Cap-Verdienne dans le monde ?
J.Y.L. : Il y a un million de cap-verdiens dans le monde dont 350 000 au pays.
Le Cap-Vert est un archipel découvert en 1460 par des marins portugais. Le
Cap-Vert est constitué de dix îles situées à 500 kms à l'Ouest de la côte
sénégalaise, de Dakar. En fait ce n'est pas vert du tout! Le Cap-Vert se situe
exactement dans cette bande de sécheresse qui va du Mali jusqu'au nord-est du
Brésil. Souvent, quand il pleut sur le continent, il ne pleut pas au Cap-Vert
parce qu'il y a un jeu contraire des vents. Les portugais se sont installés dès
1462 et ils se sont aperçus que l'exploitation de la canne à sucre allait être
difficile : la terre était beaucoup moins disponible et complaisante qu'au
Nord, aux Açores. Ils se sont tournés naturellement vers
l'Afrique pour demander des "bras". Dans
l'histoire de l'Humanité, le Cap-Vert est un exemple à part. C'est une des
rares terres où la rencontre entre l'Europe et l'Afrique s'est faite sur une
île déserte. Le principe de l'esclavage va se développer et le Cap-Vert va
devenir la plaque tournante des esclaves dans le Triangle Nègre Piastre. De
plus, les Portugais qui arrivaient au Cap-Vert, n'étaient pas de "premier
carat" comme on dit: des militaires, des aventuriers, des bagnards, des
proscrits et quelques femmes blanches qui n'étaient pas de première vertu. Très
vite, profitant de la faiblesse du pouvoir blanc, des sécheresses, des famines
et des pirates, va se développer le "marronnage", notamment à
Santiago.
L'île de Santiago, où vit Kodé di Dona, est la plus grande : elle couvre à elle
seule la moitié de l'archipel, c'est une grosse île agricole avec un relief
convulsif de volcans, de cordillères, de canyons... Un relief qui permet
effectivement des échancrures, des ribeiras, des échappées donc un marronnage.

Kodé di Dona, photo : Viviane Lelièvre
CMTRA : Qu'est-ce exactement que le marronnage ?
J.Y.L. : "Marronnage" vient du terme "marron",
"qui reprend sa liberté". On parle d'un cheval "marron"
quand il a été domestiqué et qu'il reprend sa liberté. Le marronnage est connu
avec les Noirs d'Haïti et de Saint-Domingue, on les appelle les "Nèg'
maons", comme ce groupe de marro qui vient de se créer, les "Nèg'
maons", un groupe de marro. Le marronnage, c'est le fait de s'échapper de
la plantation, d'aller se réfugier dans des reliefs inaccessibles et d'y
développer une sorte d'indépendance, loin de la pression des maîtres. Le
pouvoir blanc va tellement s'affaiblir pendant deux siècles qu'une véritable
culture va s'instaurer dans ces fonds de "ribeiras". Les Portugais
ont vraiment éradiqué l'âme et l'héritage africains. Les africains qui étaient
déportés et qui arrivaient au Cap-Vert devaient communiquer: or le maître parlait
portugais et les autres africains parlaient des langues très peu
compréhensibles entre elles. Ainsi est née une langue, le créole, qui est une
sorte d'acquisition des mots de passe du portugais simplifié, et d'une
conception de la vie et des grammaires africaines. Le créole est le véhicule
d'une poésie et d'un état d'esprit allégorique. Le créole va servir
effectivement à s'exprimer aux dépends du maître, de la police et plus tard de
toutes les formes répressives. Dans les échancrures du
relief de Santiago, vont se
développer une poétique et un genre musical spécifiques.
CMTRA : Quelles sont les sources les plus anciennes sur les musiques du Cap
Vert ?
J.Y.L : Nous n'avons
pratiquement rien, parce que là encore, le pouvoir portugais interdisait ces
expressions africaines. Eradiquer l'Afrique, c'était baptiser les Africains,
leur imposer une langue, le portugais. Brûler les tambours, les interdire,
christianiser, démoniser toute l'Afrique et le corps africain, enlever les
vêtements africains (il n'y a plus de "boubous"), même si au début du
siècle les femmes étaient encore en pagne. Les cap-verdiens n'ont plus le
sentiment de lien ombilical avec l'Afrique, mais celui qui vient d'Afrique et
qui la connaît, la voit partout dans l'île de Santiago. Il voit la façon dont les
femmes portent les bébés dans le dos avec le pagne, il voit les femmes piler le
maïs et dès qu'il voit des femmes danser, c'est le "saba" du
Sénégal... Les percussions étant interdites,
l'interdiction développe des expressions, C'est cela qui est merveilleux, les
cultures naissent ainsi. Certains chants de femmes appellent aussi à la venue
d'une "prophétesse" : Elle se lève et va improviser des chants moraux
inspirés par Dieu, des chants de dénonciation des comportements malsains au
sein de la société, des personnes trop orgueilleuses, des rapports amoureux
anormaux, du vice de certains hommes, des tendances alcooliques des autres, des
abus du pouvoir...
C'est le "Finaçon", qui est chanté par des hommes mais la plupart du
temps par des femmes, et qui va être la musique de fête, la musique sociale des
baptêmes, des mariages puis des fêtes populaires, des Saints.. Evidemment,
l'Eglise "hurle" contre ce moyen d'expression, fait tout pour
l'interdire. En effet, à un mariage, avant la nuit de noce, de voir cette
exaltation du corps, des femmes qui tapent entre leurs cuisses largement
ouvertes, et qui tapent avec beaucoup d'humour et de moquerie en faisant
l'éducation amoureuse de la jeune fiancée, tout cela n'est pas très bien vu
avant le sacrement !
Jusqu'en 1975, date de l'indépendance de l'archipel, tout sera fait pour
interdire le "Finaçon". Il garde un peu du
griotisme africain.
La prophétesse de "Finaçon" connaît ce que l'on appelle une
"élection par Dieu". Elle entend des voix presque mystiques, sacrées
qui lui disent "C'est toi, ton devoir sera de faire cela".Les
prophétesses de "Finaçon" se créent leur réputation, elles se font
concurrence. Nacia Gomi qui est la plus grande prophétesse de
"Finaçon" aujourd'hui, raconte toujours qu'à l'âge de 14 ans elle avait
été appelée à un mariage parce qu'elle avait des prédispositions, et qu'à cette
époque-là, elle avait très peur de rencontrer la "championne" : elle
avait donc demandé à Dieu de tomber malade. Dieu l'a exaucée puisqu'elle a été
malade...mais elle a guéri la veille, et sa mère lui a dit d'y aller ! Au
mariage, elle a chanté, elle a fait une allégorie sur l'amour et le mariage et
tout le monde s'est écrié : "Credo, cette fille-là ne sera plus jamais
malade, elle va avoir un grand destin". Elle est
devenue maintenant à 76 ans la plus grande chanteuse du siècle, de
"Finaçon".
CMTRA : Vous l'avez rencontrée ?
J.Y.L. : Je l'ai rencontrée longtemps pour le livre que je viens de
publier. Je dirais sans vouloir faire de la provocation que Nacia Gom est aussi
importante que Cesaria Evora. S'il y a deux grandes figures de la musique au
Cap-Vert, ce sont ces deux femmes.
CMTRA : Du Finaçon à l'accordéon diatonique et au Funana, quelle relation ?
J.Y.L. : Au début du XXème siècle est arrivé l'accordéon. On dit qu'il est
venu du Portugal, ou par des marins du Brésil, pour remplacer l'harmonium dans
les églises... Comme dans beaucoup de cas, les Noirs se sont emparés de cet
instrument et l'ont passé par le crible de leur génie propre. Pour le
"Funana", on ne connaît pas trop l'étymologie. Il y a des étymologies
comiques : On dit qu'il y avait une paire de joueurs, que l'un s'appelait Funa
et l'autre Nana, mais personne n'y croit ! On pense
plutôt que cela vient du portugais "Funanga" qui veut dire "lieu
malsain où l'on joue mal de l'accordéon", déjà un terme péjoratif. On
pense que le "Funana" est né au début du siècle, vers 1910-1920. Ce
que jouent les musiciens de "Funana", ce sont des choses
reconnaissables. C'est ce qu'ils appellent samba pour les influences brésiliennes,
c'est la mazurka, la contredanse, la valse : ils content l'héritage qui est
venu d'Europe ou du Brésil et à partir de là, ils "trafiquent" toute
la musique. N'ayant pas droit aux percussions, ils prennent ce qu'ils ont sous
la main : Kodé di Dona explique qu'il a trouvé une cornière, un jour, sur un
chantier. Cet objet en métal, bien ébréché, est raclé avec
un couteau de cuisine que l'on appelle "reco-reco" ou
"ferrino". Le "Funana" se joue exactement comme le
"Finaçon", dans les mêmes lieux. On jouait le "Funana" pour
les baptêmes, les mariages, la fête des Saints dans la mesure où l'Ordre
portugais le permettait parce que, comme le "Finaçon" jusqu'en 1975,
le "Funana" est dénigré et traité de musique de "sauvages",
et officiellement interdit.
CMTRA : S'agit-il d'une forme de chant improvisée, ou au contraire le
chanteur s'appuie-t-il sur des formes fixes ?
J.Y.L. : C'est un chant qui n'est pas tout à fait improvisé, les musiciens
y réfléchissent avant de partir au bal, pour avoir une nouveauté à présenter.
Le bal est aussi très important, c'est un bal de pure distraction où le joueur
est appelé à traverser l'île à pied pour rejoindre un village et jouer toute la
nuit. C'est ce qu'expliquait Kodé di Dona : il n'était payé que quelques pièces
de monnaie, mais il avait le "grog" (le rhum), le prestige et
"les relations sexuelles" parce que le musicien de "Funana"
est réputé avoir une vie sexuelle très accomplie. C'est une musique rurale et
cela définit également un genre de vie. "Funana" devient synonyme de
la vie que mène le joueur d'accordéon. On dit "joueur de Funana" pour
quelqu'un qui mène une vie dissolue et qui a des maîtresses partout...Dans la
chanson "Amizadi la korason" (Amitié au fond du coeur), il va passer
son temps à dire : "J'aime bien tel homme parce qu'il a deux jolies
colombes (qui sont deux filles !) et ces deux colombes, je vais les déguster
dans telle vallée "... Dans "Titina Lopi bu ka ten kabelu"
(Titina Lopes tu n'as pas de cheveux), il va dénoncer Titina Lopi qui est une
jeune fille qui a commencé ses relations sexuelles trop tôt donc qui a perdu
toute chance du mariage parce qu'elle passe son temps à aller de l'un à l'autre
(sans doute est-ce un amoureux un peu déçu qui le dit !) La sexualité fait
partie de la musique mais elle gêne l'Église et l'Ordre portugais.
CMTRA : Aujourd'hui sur cette île de Santiago, cette musique survit-elle sous
une forme folklorisée, ou au contraire se dirige-t-elle vers une nouvelle
destinée ?
J.Y.L. : En 1975, date de l'Indépendance, toutes ces expressions authentiques
de l'âme cap-verdienne, qui viennent de la profondeur, de la souffrance, du
ventre de l'île de Santiago, sont considérées comme l'héritage, la culture du
Cap-Vert ; Et pendant quelques années, des gens comme Kodé di Dona deviennent
des héros nationaux. Mais très vite l'intelligentsia n'a pas supporté de se
faire représenter par des paysans. En 1975, les jeunes qui n'avaient pas
échappé aux Beatles, à Aretha Franklin, à la musique électrique, ont voulu
également avoir une expression qui soit la leur: il y a eu un mouvement de
retour aux sources. Ils sont allés trouver des gens comme Kodé di Dona. C'est
ainsi qu'est né le "Funana" électrique.
CMTRA : Quelle place tient réellement Cesaria Evora dans ce paysage musical
?
J.Y.L. : La "morna" que chante Cesaria reste un mystère au niveau
de l'origine pour les musicologues. On dit au Cap-Vert que la morna est née à
Boa Vista, île la plus proche du continent africain. La "morna" est
née à peu près en même temps que le fado mais personne ne veut assimiler les
deux. Le grand compositeur de "morna", Eugénio Tavarès, originaire de
l'île "De Brava", a composé un plus grand nombre de
"mornas". Il datait la naissance de la "morna" vers 1830.
La "morna" s'est nourrie du "lundum" (musique d'expression
des esclaves d'Angola partis au Brésil, et revisitée par le génie brésilien),
avec un côté très sensuel, très sexuel et très provocateur au niveau des
paroles. Le "lundum" est aussi arrivé au Portugal où il a été assagi
; là il a rencontré "les modinh" et l'influence de l'expression
espagnole, le "fandango". Tout cela va donner naissance au
"fado". A Boa Vista l'insolence et la moquerie du lundum ont créé une
proto-"morna" rapide, très swinguante chantée par les femmes, reprise
par le peuple, jouée aussi dans les salons vers 1830. Le nom "morna"
apparaît à Boa Vista, à l fin du XIXème siècle. Puis la "morna"
arrive dans l'île de Brava, là où naît Eugénio Tavarès à la fin du XIXè siècle,
fils d'une mère espagnole et d'un père portugais. C'est un intellectuel, formé
par des instituteurs locaux, brillant, poète...le premier journaliste à avoir
écrit "L'Afrique aux Africains" alors qu'il était blanc. Il a été
obligé de s'enfuir aux Etats-Unis poursuivi par l'armée portugaise. Une
canonnière a été envoyée pour le cueillir, alors il a fui habillé en femme!
Quand il rentre au Cap-Vert, il se met à composer beaucoup de
"mornas" romantiques, dans un climat plus doux, où l'on retrouve la
notion de départ pour l'Amérique, le "choro", la "saudade"
portugaise. Puis la "morna" va repartir à São Vicente, la ville de
Cesaria Evora : c'est la troisième étape. Les écoles de "morna" se
développent après Eugénio Tavarès. On la ralentit encore. Il ne faut pas
oublier que la "morna" est une musique de danse. D'autres influences arrivent: Cuba, les marins, l'Angleterre, le Brésil... On
parle de la fragilité de l'existence, de la précarité. On
ralentit pour que la danse devienne un corps à corps langoureux: on danse mais
on fait du sur place. Des compositeurs très importants
apparaissent, comme Beleza qui sera l'oncle de Cesaria Evora. La dernière étape
est à São Nicolau, avec une "morna" de la mort, et des thèmes qui
rappellent les famines... L' une des plus belles "mornas" que
chantera Cesaria Evora s'appelle "Rotcha' Scribida", née des lamentations
funèbres.
CMTRA : Il y aurait donc d'un côté une musique rurale de danse liée aux
prophétesses d'origine africaine, le "Funana" de Kodé di Dona, et de
l'autre une musique plus littéraire, plus inspirée par le voyage romantique du
XIXe siècle, la "morna" ?
J.Y.L. : La "morna" est très écrite. Sa poésie transcrite : Le
"Funana" est une musique de l'intérieur de Santiago, que l'on ne
connaît pas dans les autres îles du Cap-Vert : ainsi quand j'ai présenté Kodé
di Dona à la FNAC, la communauté cap-verdienne de Lyon a répondu présente, mais
des dames originaires de São Vicente sont venues et m'on dit qu'elles n'en
avaient jamais entendu parler !